Por que não somos tolerante com os erros de nossos filhos e com nossos próprios erros? Por que exigimos tanto deles e de nós mesmos?

Somos imperfeitos, somos humanos, estamos todos aprendendo. Não existe ponto de chegada, existe um caminho a ser trilhado e nele vamos tropeçar, é inevitável.

Tenho reparado o quanto repreendemos nossos filhos quando eles falham, o tom de voz que usamos, o incômodo que sentimos. E logo em seguida penso na nossa criança ferida, no quanto ela foi criticada e reprovada quando se confundia ou errava. O quanto ela passou a se cobrar um desempenho impecável, a criticar a si mesma ou a temer possíveis deslizes. Será que nossa criança evitou desafios para não se decepcionar consigo mesma ou para não ser rejeitada pelos demais? Que discurso interno ela passou a adotar sobre si mesma quando foi humilhada depois de cometer um equívoco? Quanto deste discurso ainda reverbera por dentro de nós atualmente?

Será mesmo que temos que nos sentir tão mal quando pisamos na bola?

Se aprendemos por tentativa e erro, se a única maneira de assimilar algo é praticando, por que nos irritamos diante do erro dos outros? Por que sentimos tanta culpa quando quem falha somos nós?

Precisamos nos libertar disso!

Quando você falhar com seus filhos, tente se acolher. Você pode tentar melhor amanhã, mas dizer que você sente muito pelo que fez é uma forma de reparar seu erro e mostrar a eles que errar é parte do processo de aprendizado. Não deixe que seus deslizes te desestimulem a seguir na sua jornada, transforme sua culpa em combustível, não permita que ela te paralize. Estamos todos aprendendo, estamos todos em processo. 💗

Essa é uma dor muito presente nas mães. Como lidar com a culpa de já ter maltratado o filho tantas vezes ou não ter conseguido acolhê-lo diante de comportamentos desafiadores?

Você também se sente assim?

Texto: Maíra Soares (@cantomaternar)

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